Desabamento trágico: Sobre a importância de proteção adequada

Foto: Nelson Almeida l AFP

Vimos nos últimos dias as terríveis imagens do desabamento de um prédio de 24 andares no centro de São Paulo em virtude de um incêndio de grandes proporções.  O incêndio iniciado supostamente no 5 andar se alastrou em poucos minutos e causou o desmoronamento. Fica evidente que a estrutura metálica sem proteção adequada para resistir ao incêndio bem como a falta total de meios de combate são agravantes nesse tipo de ocorrência. Foi possível observar que o incêndio se alastrou para outro prédio em frente sendo que parte dos escombros danificou construções vizinhas, inclusive severamente a quase secular igreja Luterana. O prédio incendiado, segundo informações da mídia, estava interditado e invadido.

Sem dúvida, a inestimável perda de vidas humanas é a parte mais trágica desta situação.

Porém vale sim neste momento uma reflexão sobre o dano material ocorrido e como um seguro bem feito poderia ser de grande ajuda:

Prédio desmoronado:
como a origem de todo o dano foi o incêndio ocorrido no interior do imóvel, tanto os prejuízos causados diretamente pelas chamas como a destruição seguinte com o desmoronamento estariam garantidos no seguro de propriedade já na cobertura básica. Contudo é de se supor, que diante da situação de invasão do prédio, este seguro não exista.

Danos causados aos outros prédios:
Segundo o código civil, quem causa dano a outro, é responsável por indenizar o mesmo. No entanto, neste caso, em virtude da situação de interdição do prédio desmoronado, a invasão por população de rua, assim como o envolvimento de órgãos governamentais, a apuração das responsabilidades será complicada e morosa se não impossível. Infelizmente é de se supor, que os prejudicados por este acidente, sejam por Danos Corporais ou por Danos Materiais, efetivamente não terão como contar com qualquer espécie de indenização. Caso existisse, um seguro de Responsabilidade Civil Geral contratado pelo prédio que desabou iria dar amparo a estas reclamações amenizando em muito a situação.

Claro que cada parte pode e deve se precaver, fazendo seu próprio seguro. Assim o prédio em frente, onde houve um início de incêndio, pode certamente, caso tenha contratado, acionar sua apólice de incêndio.

Já a Igreja, onde diretamente não ocorreu o fogo, provavelmente terá dificuldade para acionar sua cobertura de incêndio. A cobertura indicada seria a de “Desmoronamento” que, contudo, é pouco contratada no Brasil e geralmente esquecida ou subdimensionada.

Caso queira saber mais, por favor entre em contato. Teremos todo o prazer em conversar sobre o assunto e avaliar como estas questões se aplicam aos seus imóveis.

Fonte da foto: http://atarde.uol.com.br/brasil/noticias/1956222-inspecao-apontou-problemas-de-seguranca-contra-incendio-no-predio-que-desabou

Questão ambiental no foco das seguradoras

poluicao

 

Cada vez mais, a questão ambiental está presente na pauta dos executivos do mercado segurador, por trazer impactos em todos os segmentos. “É um tema importante e que temos nos dedicado cada dia mais, desde entender os diversos normativos como também os impactos que as ações judiciais podem trazer para as empresas do setor”, disse Neival de Freitas, diretor da FenSeg, um dos 400 participantes do IX Congresso de Direito do Seguro e Previdência, que começou na quarta-feira e termina nesta sexta-feira, em São Paulo.

Continue lendo

Seguro ambiental poderá crescer 50% em 2015, afirma FenSeg

Continue lendo

Real desvalorizando: atualize a sua apólice

dollar-cortado

Prezado Segurado,

Temos assistido a elevação da cotação do Dólar que nos últimos meses já soma um percentual aproximado de 70%. Ainda não existe uma visão claro de qual será a evolução do câmbio, em especial qual será o valor máximo a ser atingido e qual será o ponto de equilibro dos próximos meses.

Em que pese que esta evolução do câmbio tem uma influência generalizada sobre os custos no Brasil, a variação sobre bens importados é quase que imediata e diretamente proporcional à variação cambial. Em especial importados como máquinas e equipamentos bem como matéria-prima e produtos semi-acabados estão tendo seus preços reajustados diariamente.

Neste contexto lembramos da urgência de ter as importâncias seguradas das apólices sempre atualizadas. Em especial o seguro empresarial, via de regra, em função da cláusula de rateio, exige que o Valor em Risco declarado na apólice corresponda ao valor real no momento da ocorrência de um sinistro.

A cláusula de rateio justamente estabelece, que estando o valor em risco declarado na apólice defasado, o segurado participa no sinistro na proporção entre o valor em risco real e o declarado.

Recomendamos neste contexto avaliar os bens de sua empresa, especialmente se existem importados, e eventualmente endossar sua apólice elevando os valores.

A equipe da Hellner esta a sua inteira disposição para qualquer dúvida. Procure seu contato.

Christian Hellner.